No ônibus indo ou voltando do meu trabalho, na hora do almoço sentada na praça de alimentação ou em um café de um certo shopping, andando na rua, olhando lojas, pessoas, situações, escutando música, navegando na internet...Enfim, todos os dias nos momentos em que estou sozinha acabo por dedicar as minhas horas a pensar e refletir o passado, presente e futuro.
A idéia de que nada é por acaso me fascina, é intrigante. Me leva a querer descobrir o porque as coisas acontecem, o porque pessoas entram e saem das nossas vidas, o porque você escolhe um caminho à outro.
Se pensar fosse lucrativo no plano material eu já estaria rica.
Acredito inclusive na possibilidade de estar sendo redundante neste assunto, mas não importa, sempre há algo novo para se acrescentar nessa história.
Eu gosto de curtir uns momentos isolados esperando para ver qual será a próxima surpresa que o acaso me prepara. E quanto mais eu aguardo, mais o destino se encarrega em me fazer esperar.
Eu fico arquitetando situações, idéias... Fico observando, tentando encaixar as peças deste grande quebra-cabeça que é a vida.
Eu gosto de saborear a liberdade como se ela fosse um fruto proibido, e de fato é, pra mim.
Eu e a liberdade costumamos brincar de polícia ladrão, eu corro e ela me persegue. Eu olho provocantemente em seus olhos, flerto com ela, desejo-a a cada minuto do meu dia, e em fração de segundos eu tenho que desamarrar as minhas mãos, desacorrentar os meus pés e me livrar deste amor bandido. Dívida que só pode ser paga com a própria vida.
Eu a quero simplesmente porque não posso ter, ela alimenta a loucura e o descontrole de uma mulher de natureza perfeccionista e dominadora.
Se costumo cair em contradição comigo mesma não importa..
Até aceito o para sempre, mas me recuso ao nunca mais. Não posso processar a idéia do carma ou da missão cumprida. Por que a maioria das pessoas são apresentadas e colocadas diante de nós se em um curto espaço de tempo elas simplesmente vão embora?
Sim, eu sei que tudo isso faz parte da construção de uma história, mas que história é essa se ela é feita de fragmentos que brevemente deixam de existir?
Se for para aprender lições, por que não pode ser de outro jeito? Quem sabe só no modo literal, sem utilizar de recursos extraviados como fantoches humanos quase sempre descartados?!
Eu sei que já entrei e saí da vida de muitas pessoas sem entender nada, e sei também que alguma coisa de mim eu deixei em cada uma delas. Mas será mesmo que isso foi o suficiente? O que foi feito com o pedaço de mim que deixei e o pedaço de vocês que levei?
Se não fosse por uma "missão cumprida" que desconhecemos, nós saberíamos.
4 comentários:
Olá....
é verdade .. eu concordo com boa parte de seu texto .. e nada melhor que a liberdade... mesmo que parcial :)
abraços e obrigada pelo coments
:*
oi..
bom. pra fala a verdade eu comecei a acreditar em destino a alguns dias.
+ otimo texto.
hehe
Engraçado, hoje minha mãe me falou que não há futuro, tal como não havia passado. O que passamos e o que vamos passar dependem do nosso presente e de como a gente o administra.
Gostei do blog, gostei do texto!
Beijo!
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